quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Medo do desconhecido

Sempre que começo algo novo, sinto essa sensação. Não sei quanto a vocês, mas tenho a nítida impressão de que serei pega de surpresa por alguma circunstância incontornável, difícil demais para mim.

Quando penso a esse respeito, logo me lembro que foi assim no primeiro dia de aula, chorei bastante quando não vi mais minha mãe e meu irmão por perto. Me vi abandonada em meio aquela confusão de pequenos vickings gritando e correndo, num misto de liberdade e anarquia.

Como foi bom perceber que meu irmão estava me olhando de longe, de onde veio para me ajudar, me dizer como as coisas funcionavam.

É, a vida é mesmo louca!

Você vai crescendo, aprende a andar na bicicleta sem as rodinhas, vence o medo de ir sozinha ao mercado, não mais se preocupa se aquele cachorro da rua de trás vai latir para você, se acostuma a dormir fora de casa, comer outros pratos, aprende que as pessoas são diferentes, e que apesar de parecer loucura, pode ser muito divertido se arriscar naquele brinquedo alucinado do parque de diversões.

No entanto, sempre somos supreendidos por aquele frio na barriga, toda vez que estamos prestes a fazer algo que nunca fizemos. E, não entendo por que, sempre temos a falsa, mas terrível, sensação de que não conseguiremos.

Como quando começamos a correr, estamos predispostos a correr pelo menos trinta minutos, achando que é moleza, mas aí, surgem os cinco primeiros tenebrosos minutos, tão derrotistas, nos dizem que não seremos capazes de sobreviver às próximas passadas.

É então que surge a escolha. Escolhas. Estas são outras que povoam nossas vidas. E esta em especial, nos oferece oportunidade de parar e sobreviver, ou tentar mais um pouquinho, até quanto for possível.

Escolhida a segunda opção, fica evidente uma das mais lindas características do ser humano: a capacidade de superação. Ela nos mostra que se não estivermos assim tão preocupados com os sintomas, com a cara feia das circunstâncias podemos dar mais alguns passos, que surpreendentemente podem nos levar à conclusão de nosso objetivo.

Sempre me sinto como naquele dia na escolinha: apavorada, sem saber o que fazer, mas com o tempo aprendi que nem sempre as pessoas ao redor poderão me ajudar. Aprendi também que se elas nos ajudam muito e sempre, nos atrofiam.

Aprendi que mesmo adultos, somos frágeis.

Aprendi também que situações como estas disparam um gatilho, recurso intrínseco do ser humano: recorrer a Deus, o criador da vida, porque ele é onipotente, oniciente e onipresente.

E, revestidos de fé, em nós mesmos, como consequencia da fé em Deus, avançamos e nos deparamos com conquistas e alegrias.

Assim, fico por aqui supondo que essa sensação tenha sido bolada por Deus, ao nos criar, para nos levar a conhecer dois seres maravilhosos: nós e Ele. Combinação perfeita, aliás!